Sargento que contestava morte do filho é encontrada morta em MT

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A morte da 3ª sargento da Polícia Militar Heloísa Pérola, encontrada sem vida dentro de sua residência, gerou forte repercussão e levanta questionamentos que agora são alvo de investigação.

O caso ocorreu no município de Alto Boa Vista, onde a policial atuava como comandante do núcleo da PM local. Segundo informações iniciais, a morte foi causada por disparo de arma de fogo e, preliminarmente, é tratada como suicídio pelas autoridades.

A tragédia acontece poucos meses após a morte do filho da sargento, o atleta de kickboxing Gabriel Pertusi Pérola de Araújo, de 27 anos, ocorrida em janeiro deste ano na cidade de Barra do Garças. Na ocasião, o caso foi registrado como suicídio pela Polícia Civil, versão que sempre foi contestada pela mãe.

Desde então, Heloísa vinha manifestando publicamente dúvidas sobre as circunstâncias da morte do filho. Em entrevistas e declarações nas redes sociais, ela defendia a hipótese de homicídio e chegou a conduzir uma investigação paralela, reunindo materiais e relatos que, segundo ela, indicariam inconsistências na versão oficial.

A policial também relatava que o filho teria sido ameaçado antes de morrer, o que reforçava sua convicção de que o caso não teria sido um suicídio.

Nas redes sociais, publicações recentes evidenciavam o sofrimento emocional enfrentado pela sargento após a perda do filho. Em uma das últimas mensagens, ela escreveu: “Vem me buscar, meu amor”, em referência ao jovem.

A morte da militar abalou a comunidade local e colegas de farda. Em nota, autoridades destacaram sua trajetória marcada por dedicação e serviço à segurança pública.

A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso investiga o caso para esclarecer as circunstâncias da morte e verificar se há outros elementos envolvidos.

As apurações seguem em andamento.

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